quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Tempo de Mudar



Tem uma mensagem de fim de ano passando na televisão que diz: "Se arrisque, se arrisque a ser feliz, se arrisque a tentar!"

E porque não?

Porque não tentamos fazer diferente no próximo ano, aliás porque não começamos a fazer diferente agora?
Assim já entrarmos o novo ano com outro ânimo e vontade.

Algumas pessoas dirão: mas o que mudar e para que?

E sempre fui assim e vou morrer assim “síndrome da Gabriela, “eu nasci assim, vou morrer assim, vou ser sempre assim”, lembram?

Outras dirão: que precisa mudar é o outro e não eu

Outras: como este governo, vamos mudar o que?

A mudança ocorre internamente, ela independe do que acontece do lado de fora,

O músico Gabriel o pensador já disse uma vez “mude, porque quando você muda, o mundo muda com a gente”

É isto, se você não mudar ou se pelo menos não tentar, vai passar o resto da vida reclamando, quando poderia ter feito algo diferente e mudado as pessoas a sua volta.

Tente, faça um teste?

Passe a olhar aquela pessoa que te desagrada de forma diferente, pense que ela também sofre e tem seus problemas, pense que ela não sabe reagir de outra forma a não ser aquela.

Experimente, não vai doer prometo, pode não lhe ser agradável no primeiro momento, mas será ao longo do tempo e logo aquela pessoa que te desagradava tanto passa a ser alvo também da sua mudança.

Ela pode não ter mudado, ela continua a mesma pessoa, mas você agora a vê de outra forma, você mudou a forma de vê-lo.

Tente.

A nossa cultura e nossa educação nos dizem sempre que não devemos tentar ser o que não somos, e nem adiantar tentar mudar aquilo que somos.

Isto não é uma verdade, podemos ser o que quisermos ser, se soubermos o que queremos ser, é simples assim.

Podemos mudar de profissão, iniciar um novo curso, fazer uma faculdade, podemos ir para a Lua se quisermos (e neste caso se tivermos dinheiro e muito dinheiro)

Quando a gente tem a intenção de mudar, de fazer diferente, o nosso foco muda, a nossa visão muda, passamos a ser mais otimistas a acreditar mais em nós mesmos, e é aí que a mágica acontece.

Somos energia, e precisamos movimentá-la, se pararmos ela também para, e quando você muda o foco, quando muda a visão, você passa a se movimentar de forma diferente, e aí as coisas ao seu redor passam também por uma modificação e assim as coisas vão mudando.

Não existe milagre, eu vivo dizendo que milagre da muito trabalho para Deus que precisa mudar muita coisa para resolver uma.

O milagre em si está em vivermos de forma diferente e sermos mais felizes, e passarmos a entender e a nos responsabilizarmos por nossa própria felicidade.

A nossa felicidade e realização esta e sempre esteve em nossas mãos.

Vamos tentar?

Que tal hoje tomar aquele cafezinho em uma xícara com pires?

Acha besteira?

Tente! o sabor do café será outro, te garanto.

O que estou propondo é que tente fazer de forma diferente o que vem fazendo a vida toda.

Tire do seu caminho as coisas que não lhe agradam e observe a diferença na qualidade de vida que passara a ter.

E em breve todos ao seu redor também estarão diferentes e vão contagiar outras pessoas que também iram mudar ou pelo menos tentar.

Diz um ditado que agora não sei se é chinês, mas que diz assim:” não podemos obter resultados diferentes se continuamos a fazer as mesmas coisas”

Portas se abrem, novos caminhos surgem, quando estamos dispostos a vê-los, enquanto estivermos olhando para o mesmo lugar e fazendo as mesmas coisas os resultados serão os mesmos
.
Quer mudar?

Pelo menos tentar?

Vamos começar agora neste momento?

Boa sorte para todos nós e para o nosso mundo.

Abraços,
Sandra Bhering Milate


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Demônios do meio-dia Andrew Solomon




Acabo de ler este livro MARAVILHOSO que fala sobre a depressão e suas variáveis, tratamentos, terapias e farmacologia.

Ele autor (que tem depressão) , conseguiu falar sobre o assunto, experimentando todo tipo de tratamento que lhe era oferecido, até o Tratamento de Eletro Choque (TEC) ele fez, tudo para poder se livrar do vazio e dor que sentia quando a crise era severa, sim crises, porque depressão não tem cura, o máximo que conseguimos é diminuir as crises e passa-las para leves.

Na metade do ano de 2015 eu tive uma depressão severa, mas eu não sabia o que era aquilo que eu estava sentindo ou não sentindo.

Aquela dor na alma, aquele vazio, a vontade incontrolável de chorar, a falta de apetite, a falta de vontade de viver, o sono e as vezes a falta dele, eu não sabia o que era aquilo.

Eu passava os dias deitada no sofá revendo uma serie na Netflix que falava da luta dos Vikings, história real, bastante violenta, mas me que me dava um certo alento, pensava: se eles podem ser fortes porque eu não consigo sair deste sofá? Porque não consigo encontrar paz e alegria em nada a minha volta?

Sou casada, mãe de um casal e avó de dois meninos, na época eu só tinha o Diogo meu neto e por mais amor que eu sentia e sinto por todos eles, era insuportável ficar com eles, eu não queria ninguém perto de mim ou me perguntando como eu estava me sentindo.

Estou morrendo pensava eu, porém não respondia.

Eu não sentia fome, neste período que deve ter levado 6 meses em perdi 12kg, todas as vezes que era obrigada a comer eu chorava, era uma garfada de comida e varias lagrimas que escapavam dos meus olhos sem que eu pudesse conte-las.

E eu não sabia explicar.

Meu marido, parceiro de toda uma vida, também não entendia o que estava acontecendo comigo, não sabia o que fazer, para onde ir, quem procurar para me ajudar, foi também para ele um momento muito difícil, que hoje entendemos e aceitamos bem.

Em um dado momento durante a crise consegui ir ao médico, fui a um clinico geral, eu queria saber o que era aquilo, me consultei com o Dr. Lineu, na verdade aquele primeiro momento não foi uma consulta porque eu não conseguia falar, apenas chorar e me lembro que ele se levantou pegou algumas toalhas de papel e me deu e disse quando puder falamos, enquanto isto ele foi preparando algumas guias para um hemograma completo.

Quando consegui para de chorar, o que levou um certo tempo e eu já estava mais que constrangida, ele me perguntou se eu havia perdido alguém, se estava com algum problema de saúde grave em casa, ou desempregada, sem dinheiro.

Disse-lhe que não, que por pior que pudesse parecer nem dívidas eu tinha naquele momento, ele então me examinou, coração, pressão, pulmão e me receitou Fluoxetina, na verdade um genérico do Prozac e ainda lembro que ele me disse que na água do mundo todo deveria conter Fluoxetina.

Isto é depressão, disse ele.

Me pediu para tomar 2 comprimidos por dia sem parar por 60 dias até que meus exames ficassem prontos e eu pudesse voltar ao consultório.

Nos 5 primeiros dias de tratamento eu já me sentia melhor e capaz de analisar o start para aquela depressão tão severa, e descobri que estava relacionada a pressão do meu trabalho, na verdade com uma injustiça cometida contra mim.

Quando eu pensava no trabalho meu coração parecia que ia sair pela boca, sentia uma angustia quase pânico, mas precisei  voltar a trabalhar, me lembro que nos primeiros dias eu parava meu carro no estacionamento e não conseguia sair dele, abria e fechava a porta várias e várias vezes até finalmente conseguir sair, ia direto para o banheiro e chorava muito e tentava me controlar para não atrapalhar o meu desempenho que já estava todo comprometido, mesmo assim eu entrava em sala e dava minha aula  de 6 horas e ao longo do dia eu pensava : se mantenha firme só por hoje, meio que os AA s.

Quando entrava no carro para voltar para casa sentia que tinha vencido mais um dia e que amanhã eu saberia como agir.

Voltei ao Dr Lineu com os resultados dos exames, ele ficou feliz em descobrir que eu tinha hipotireoidismo, o que para ele,  justificava a minha depressão e com isto suspendeu a Fluoxetina, porem eu ainda precisava dela, sem o remédio eu acordava assustada todos os dias e me perdia por algumas horas até me recompor.

Precisei, já que ele não me prescreveu mais a droga, arrumar um jeito de conseguir e foi o que fiz, paguei consultas, comprei receitas ( infelizmente o nosso País ainda tem a depressão como frescura) e este remédio não vicia e nem causa a morte, posso tomar os 30 comprimidos de uma vez que o máximo que terei será dor de cabeça e enjoo ,não sei então porque tanta “ frescura” em liberar a venda deste remédio que ajuda muitas pessoas a se manterem firmes e dentro do controle de suas vidas.

Meu marido conseguiu com um amigo que tem uma esposa bipolar e depressiva, algumas cartelas do Fluoxetina, além disto passei recentemente no médico e ele prescreveu o remédio novamente.

Hoje não preciso tomar todos os dias, tomo apenas quando estou muito ansiosa e pressinto que a depressão vem chegando.

Depois que li o livro Demônios do meio dia, tudo passou a fazer muito sentido e já não me sinto tão fora do contexto de todos.

Sei que não existe cura, sei também que é mais que possível viver e conviver com a depressão, basta que minha família saiba para que eu possa passar por ela sem tentar esconder ou fingir ser o que naquele momento não sou.

Me isolar, dormir até não poder mais, não comer, a dor e o choro, nós sabemos agora que tudo isto vai passar, pode levar um tempo que difere de uma crise para a outra, mas vai passar.

O autor do livro Andrew Solomon, diz que nos tornamos pessoas melhores depois das crises, que queremos aproveitar o máximo o tempo que perdemos e que durante a crise o melhor que temos a fazer, além de tomar nossos remédios, é entender , esperar e lembrar que está também vai passar.

Enquanto nossa medicina não encontra a cura para esta doença mental, vamos vivendo um dia por vez, evitando o que nos estressa (sempre que possível) e quando não for possível, pensar que nem sempre será assim.

Se você está neste momento passando por uma crise, não se machuque e nem tente acelerar o processo de “cura”, tome seus remédios, faça exercícios para que você possa se sentir dono de alguma coisa, e acredite caminhar tem me feito muito bem.

Parabéns mais uma vez ao autor do livro Demônios do Meio-dia, tenho certeza que sua coragem em se expor ajudou e ajudará muita gente que tem depressão, mas tem medo de sair do “armário”, medo do que vão pensar ou dizer sobre elas, a entender a doença e aceita-la sem achar que por tê-la é o pior do mundo ou o não escolhido para ser feliz.

Abraços,
Sandra Bhering Milate


segunda-feira, 5 de março de 2018

Recomeço



Quando a vida bater forte e sua alma sangrar, quando este mundo pesado lhe ferir lhe esmagar é hora do recomeço recomece a lutar.
Quando tudo for escuro nada iluminar, quando tudo for incerto e você só duvidar é hora de recomeçar recomece a acreditar.
Quando a estrada for longa e seu corpo fraquejar, quando não houver caminho nenhum para chegar é hora do recomeço e comece a caminhar.
Quando o mal for evidente e o amor se ocultar, quando o peito for vazio e um abraço faltar, é hora do recomeço e comece a amar.
Quando você cair e ninguém lhe aparar, quando a força do que é ruim conseguir te derrubar, é hora de recomeço recomece a levantar.
Quando a falta de esperança decidir lhe açoitar, se tudo que for real for difícil suportar, mais uma vez é hora do recomeço comece a sonhar.
Enfim meu povo é preciso de um final para poder recomeçar, como é preciso cair para poder se levantar, nem sempre engatar a ré significa voltar.
Remarque aquele encontro reconquiste um amor, reúna quem lhe quer bem e reconforte um sofredor, reanime quem tá triste e reaprenda na dor, recomece se refaça relembre o que foi bom, construa cada sonho redescubra algum dom reaprenda quando errar.
Rebole quando dançar e se um dia e se um dia lá na frente, à vida dê uma ré recupere sua fé e recomece novamente.
Bráulio Bessa
Poesia com Rapadura

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

E você, onde esta?


Sempre achei que estamos onde nossas “cabeças” nos colocam, e que se somos capazes de nos colocar ali, também seriamos de nos tirar daquele lugar.

Fácil?
Deveria...

Mas não é assim que as coisas acontecem, feliz ou infelizmente.

O fato é que até que tudo tenha sido digerido, analisado e realizado em nossas mentes e corações, não conseguimos nos mover um centímetro.

Ficamos paralisados, estagnados, quase “mortos vivos”!

Parece muito? Exagerado?

Só quem esteve ou ainda está lá, é que sabe do que eu estou falando.

Neste momento nos odiamos profundamente por sermos fracos, incapazes de nos mover de fazer algo que mude aquela situação, que invariavelmente é ruim. Nunca nos queixamos de estar preso em algo bom, mas quando a situação é ruim parece que não existe saída para aquilo, há momentos em que achamos que vamos enlouquecer, que não sairemos nunca mais daqueles pensamentos viciosos e torturantes.

Dormimos e acordamos com aquilo em nossas mentes e corações, as vezes ate sonhamos sobre o assunto/ sentimento ou momento.

Pensamos...
Cortar os pulsos pode ser a solução.

Mas e se houver vida após a morte?
E se ficarmos presos ao ato por uma eternidade?
Melhor não.

Melhor amargar até o último segundo a dor que parece não ter mais fim, á viver uma eternidade com a mesma.

Há momentos que acreditamos que não será possível, que não seremos capazes, mas o tempo passa ainda que em sua visão distorcida ele apenas se arraste, ainda assim ele está passando.

E quando nos damos conta, já não passamos mais tanto tempo no mesmo lugar, já conseguimos, ainda que seja por breves momentos, visitar outras paisagens, outros lugares, novos pensamentos ainda que poucos, mas são novos.

Ainda voltamos para o lugar onde estivemos estacionados, sabe lá Deus por quanto tempo, mas nossas idas e paradas são curtas ainda que frequentes.

Mas já conseguimos pensar em outras coisas, enxergar outras pessoas, sorrir por outros motivos, esperar por outras oportunidades, as coisas começam a voltar para os seus devidos lugares.

Um dia nos damos conta que saímos de lá, já não estamos mais presos naquele lugar, que agora já refeitos nem sabemos ao certo porque fomos parar lá e nem exatamente onde este lugar fica.

Mas não somos mais como éramos antes aprendemos algumas coisas, isto é fato, porém não saímos imunes, o que quer dizer que a qualquer momento poderemos voltar para lá, ainda que por um período menor ou quem sabe maior, para vivenciar outra experiência que será dolorida, afinal ali, naquele lugar não existe coisas boas.

E não existe “vacina, remédio ou reza”, que evite a sua ida.

Não é uma questão de vontade, isto é muito estranho, quem em sua sã consciência iria parar em algum lugar dentro de sua própria mente sem “saída” e que provocasse dor e paralisia?

Ninguém.

Perdemos tantas coisas durante este período, as vezes até fisicamente se tem perdas, mas o mais importante e que não conseguiremos mais recuperar é o que perdemos emocionalmente, o que deixamos de sorrir, de ajudar, de conversar, de VIVER!

Como fazer para nunca mais estar ali?

Como?

Tenho para mim que só morrendo.

Porque a vida é feita disto tudo mesmo, de coisas e pessoas boas e das ruins.

“Ta” tudo no mesmo balaio, e ninguém traz na testa o que é, ou o que pensa, ou como reagira a este ou aquele problema.

Somos e nos permitimos ser enganados, as vezes ate buscamos por isto.

Quando as situações ou pessoas nos mostram ao longo do caminho suas intenções, ainda assim nos mantemos ali firmes, acreditando que com o tempo as coisas se acertam, que entram nos eixos.

Ledo engano.

As pessoas não mudam, como não muda também o nosso desejo de que elas mudem.

Talvez esteja aí toda a fonte de sofrimento, esperar que o outro mude para que você caiba em sua vida.

E a expectativa acaba por ser a fonte do isolamento e da permanecia em lugares que não queremos e nem deveríamos estar.

O tempo vai passar, e como disse anteriormente, sairemos dos lugares que nos colocamos porem se não mudarmos a forma de enxergar as coisas, se não tirarmos de nossas visões o romantismo, a ilusão e o engano, estaremos fadados a voltar para aquele mesmo lugar, várias e várias vezes.

Ou para não voltarmos mais, viveremos isolados de todos e de tudo, ou ainda descrentes na integridade e bondade de todo ser humano.

Não é isto que queremos ou precisamos.

As experiências, ainda que doloridas, é o que nos faz diferentes de uma “Samambaia”.

Sair de onde nos colocamos não é fácil, eu bem sei, mas é totalmente possível, ainda que leve um certo tempo, o triste depois é olhar para traz e não reconhecer mais as pessoas e lamentar o tempo perdido.

Nem sempre onde estamos foi uma escolha lucida, foi sim uma escolha, mas não lucida.

Se for possível, coloquem-se em bons lugares.
Nós merecemos.

Abraços,
Sandra Bhering Milate









domingo, 7 de janeiro de 2018

Fé - Acreditar

Nota: Eu já publiquei este texto antes, porem acho tão apropriado para o momento, que resolvi posta-lo.

Fé (do latim fide), é a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão. Wikipédia.

Quando falamos em fé, invariavelmente esta palavra e todo sentimento que nela está contido e expressado, nos remete a algum tipo de religiosidade, certo?

Mas será que a fé tem este único sentido?

Ou seria o único que conhecemos e entendemos?

Quando falamos de esperança em algo ou alguma coisa não estamos falando também de fé?

Muitas perguntas para uma simples palavra composta de uma única sílaba, mas que contém em si muita força e determinação.

Ter fé em algo ou alguém, é acreditar de qualquer forma ainda que não provada ou passível de provas materiais, que aquilo em questão dará certo.

É crer que é ou será possível qualquer coisa desde que se acredite em sua realização.

Não quero de maneira alguma retirar a conotação religiosa que esta palavra emprega, até porque não é possível viver sem Fé, e este não é o meu foco no momento - deixando claro que sou uma pessoa de muita fé religiosa e de realização.

Quando acreditamos em algo, depositamos a nossa fé na realização de tal coisa ou evento, e junto com este “acreditar”, vem a esperança de que vá acontecer.

Algo em nossos corações “liga” nos dando a certeza de que será possível e está próximo, e não adianta perguntar para a pessoa em questão o “por quê?” dessa certeza.

Ela apenas dirá que sabe que será possível, mas não saberá explicar o “por quê?”.

Porque não tem explicação a fé e a certeza.

Ter fé é acreditar que nada estará contra ao que se deseja, e ainda que exista algo que se oponha, haverá um modo de contorná-lo e seguir adiante.

“Fé na vida, fé no homem e fé no que virá. Nós podemos tudo e podemos mais”.

Todo mundo ou quase todo mundo já ouviu isto um dia em qualquer contexto, e o que isto de fato quer dizer?

Se não acreditarmos na vida e em sua evolução, e se não acreditarmos nas pessoas e em suas participações, não haverá motivos para se viver. Nos tornaremos eremitas ou descrentes de tudo, e aí neste cenário não se tem muito o que fazer, ou pior; não se tem nada a fazer.

Se perdemos a esperança em dias melhores, não há porque continuar.

Se perdemos a esperança nas pessoas, não há porque viver em grupos, famílias...

Não podemos viver sem fé.

Não existe razão para as nossas atividades diárias ou sonhos, se não houver fé.

Deem o nome que acharem melhor, tirem a conotação religiosa que a palavra emprega, mas façam uma avaliação.

É possível alguma coisa nesta vida, se não acreditarmos que é possível?

Se não alimentarmos o sonho da realização?

Se não desejarmos?

É possível superar um problema ou uma decepção, se não houver fé de que aquilo vai passar, e que disto tudo tiraremos ainda uma lição?

Não estou falando da atuação de Deus, por favor.

Ainda que eu saiba que sem Ele fica impossível, estou falando da fé, certeza e esperança que habita em nós; em nossa capacidade, em nossas competências ganhas através da experiência.

Ter fé não é sentar e esperar que o universo faça por você a sua parte.

A comida não irá à sua mesa se não houver trabalho.
A saúde não se manterá se não houver cuidado.
A família e parceiros não se manterão se não houver parceria e interesse.

Uma coisa é acreditar no sucesso daquilo que se deseja, e se mover para isto.

Outra, é entregar tudo nas mãos da vida ou do destino, sem nenhum tipo de esforço ou trabalho.

Quem sempre tem fé não precisa da sorte, pois ela por si só realiza.

Acredite, tenha fé (no que quiser), mantenha a sua esperança e vença, pois pequenas coisas se tornaram grandes.


Abraços,



Sandra Bhering Milate

domingo, 31 de dezembro de 2017

Seja o Ano Novo que deseja!

E chegou mais uma virada de ano, e mais uma vez nos enchemos de esperanças, metas e promessas para o próximo ano.

Pedimos para que o ano seja melhor do que foi o que está se findando, rogamos por melhores energias, possibilidades, oportunidades, novas experiências e ainda pedimos para que tudo que não foi bom, do ponto de vista próprio, seja retirado de nossas vidas.

Vamos combinar que estamos pedindo um milagre... fala sério!

Como podemos ter um ano diferente se ainda não somos diferentes e ainda vivemos as mesmas coisas?

Se ainda não aprendemos com as lições!

Se ainda esperamos que o universo faça por nós o que nos cabe!

Como podemos pedir por algo que ainda não somos capazes de alcançar?

Nem temos ainda o entendimento do que estamos de fato pedindo.

A dor não faz parte do aprendizado?
E perder não faz parte do processo?
E a decepção não é ela responsável por nos fazer melhores?

Não deveríamos pedir por “milagres” e sim por entendimento de tudo isto, deveríamos pedir discernimento para avaliar de forma clara e longe das emoções os aprendizados de cada experiência, e acreditem, quando erramos mais, quando sofremos mais, ali naquele momento é que existe uma lição maior e mais difícil, porem factível, exequível.

O difícil é entender e aceitar no momento da “dor”.

Só nos daremos conta de que foi útil, passado algum tempo e depois da recuperação, o que eu chamo particularmente de “cura”.

Seremos capazes até de rir do que se viveu, de lamentar alguns atos e atitudes, alguns pensamentos, mas que já foram vividos e aprendidos, assim espero.

Estamos o tempo todo em constante modificação e ainda bem que é assim, o problema é que quando estamos inseridos em “problemas” que parecem nunca terem fim e que ainda são "pesados demais" para aguentarmos, não conseguimos perceber que a vida mais uma vez está ajustando o seu caminhar.

Tirando o que já não te serve mais e te preparando para as coisas novas, momentos e pessoas novas, só que imperfeitos e mimados como somos, não percebemos e ainda nos revoltamos e continuamos errando e pior que isto, deixamos de lado os aprendizados.

E aí passamos mais um ano, cometendo os mesmos erros e colocando a culpa na “falta de sorte”, deixamos as vezes de acreditar em pessoas e de fazer o bem, por puro medo da decepção.

Eu penso que melhor ser o lesado do que lesar alguém, mas isto só servira de ajuda se entender as limitações e lições de cada momento.

Se apenas reclamar e não se mexer e pior não mudar o foco dos seus pensamentos, tudo isto será apenas sofrimento e no findar de mais um ano, estará você pedindo novamente por um milagre, que NÃO vai acontecer até que você tenha aprendido e se perdoado.

Perdoo se pelos erros que cometeu, pelas ajudas que não ofereceu, pelas lições que perdeu, mas não se arrependa nunca pelas coisas boas em que acreditava que foi capaz de realizar em prol do outro.

Na verdade, sendo muito honesta, quando você ajuda alguém, ainda que não tenha noção disto, o ajudado sempre será você, e não importa o tamanho da ajuda ou auxilio.

Vamos tentar?
Vamos fazer este ano diferente?

Comece pela noite da virada, aproveite as energias que serão lançadas no ar a meia noite e firme com você um compromisso, que este ano e todos os outros de sua vida você será FELIZ e não importa quanto ainda tenha que caminhar, o quanto ainda tenha que chorar ou sofrer.

Desejo que se a dor vier que ela não passe mais de 5 minutos ocupando a sua mente e que ainda que não se tenha motivos grandes para sorrir, que sejamos capazes de sorrir com os pequenos, estes são muito mais importantes.

Lembre-se que você esta onde sua cabeça o coloca, então seja generoso com você e se coloque sempre nos melhores lugares, de preferencia aqueles onde você encontre a paz.

“É preciso paz para poder sorrir”
                                   Almir Sater

Feliz 2018, 2019, 2020 ...2040 e todos que vierem. Seja o ano novo que você deseja.

Bjus
Sandra Bhering Milate



sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Escolhas


Toda escolha tem uma consequência, mas não podemos nunca esquecer que ela deve ser nossa, e não imposta por outras pessoas.
Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências; somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos. 
A experiência não é o que acontece com o homem, mas sim o que o homem faz com o que acontece a ele.
Sandra Bhering


"Escolhas são sempre escolhas.
Boas ou ruins, sempre virão com consequências.

Elas são a definição da direção que a nossa vida leva, então sempre pense bem sobre as suas escolhas.

Ame, beije, abrace, brigue, fale que ama, viva intensamente cada minuto...
Pois amanhã ou depois pode ser tarde demais, para mudar uma escolha...”

Juline Louise Thiem


Porque tudo tem um fim...

“O vento que venta aqui, é o mesmo que venta lá.” Baden Powell / Paulo Cesar Pinheiro   Algum tempo venho pensando em escrever para es...