segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Desassossego





E assim sou, fútil e sensível,
 capaz de impulsos violentos e absorventes,
 maus e bons, 
nobres e vis,
 mas nunca de um sentimento que subsista,
 nunca de uma emoção que continue, 
e entre para a substância da alma.
 Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa:
 uma impaciência da alma consigo mesma,
 como com uma criança inoportuna;
 um desassossego sempre crescente e sempre igual.
Fernando Pessoa

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