domingo, 7 de janeiro de 2018

Fé - Acreditar

Nota: Eu já publiquei este texto antes, porem acho tão apropriado para o momento, que resolvi posta-lo.

Fé (do latim fide), é a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão. Wikipédia.

Quando falamos em fé, invariavelmente esta palavra e todo sentimento que nela está contido e expressado, nos remete a algum tipo de religiosidade, certo?

Mas será que a fé tem este único sentido?

Ou seria o único que conhecemos e entendemos?

Quando falamos de esperança em algo ou alguma coisa não estamos falando também de fé?

Muitas perguntas para uma simples palavra composta de uma única sílaba, mas que contém em si muita força e determinação.

Ter fé em algo ou alguém, é acreditar de qualquer forma ainda que não provada ou passível de provas materiais, que aquilo em questão dará certo.

É crer que é ou será possível qualquer coisa desde que se acredite em sua realização.

Não quero de maneira alguma retirar a conotação religiosa que esta palavra emprega, até porque não é possível viver sem Fé, e este não é o meu foco no momento - deixando claro que sou uma pessoa de muita fé religiosa e de realização.

Quando acreditamos em algo, depositamos a nossa fé na realização de tal coisa ou evento, e junto com este “acreditar”, vem a esperança de que vá acontecer.

Algo em nossos corações “liga” nos dando a certeza de que será possível e está próximo, e não adianta perguntar para a pessoa em questão o “por quê?” dessa certeza.

Ela apenas dirá que sabe que será possível, mas não saberá explicar o “por quê?”.

Porque não tem explicação a fé e a certeza.

Ter fé é acreditar que nada estará contra ao que se deseja, e ainda que exista algo que se oponha, haverá um modo de contorná-lo e seguir adiante.

“Fé na vida, fé no homem e fé no que virá. Nós podemos tudo e podemos mais”.

Todo mundo ou quase todo mundo já ouviu isto um dia em qualquer contexto, e o que isto de fato quer dizer?

Se não acreditarmos na vida e em sua evolução, e se não acreditarmos nas pessoas e em suas participações, não haverá motivos para se viver. Nos tornaremos eremitas ou descrentes de tudo, e aí neste cenário não se tem muito o que fazer, ou pior; não se tem nada a fazer.

Se perdemos a esperança em dias melhores, não há porque continuar.

Se perdemos a esperança nas pessoas, não há porque viver em grupos, famílias...

Não podemos viver sem fé.

Não existe razão para as nossas atividades diárias ou sonhos, se não houver fé.

Deem o nome que acharem melhor, tirem a conotação religiosa que a palavra emprega, mas façam uma avaliação.

É possível alguma coisa nesta vida, se não acreditarmos que é possível?

Se não alimentarmos o sonho da realização?

Se não desejarmos?

É possível superar um problema ou uma decepção, se não houver fé de que aquilo vai passar, e que disto tudo tiraremos ainda uma lição?

Não estou falando da atuação de Deus, por favor.

Ainda que eu saiba que sem Ele fica impossível, estou falando da fé, certeza e esperança que habita em nós; em nossa capacidade, em nossas competências ganhas através da experiência.

Ter fé não é sentar e esperar que o universo faça por você a sua parte.

A comida não irá à sua mesa se não houver trabalho.
A saúde não se manterá se não houver cuidado.
A família e parceiros não se manterão se não houver parceria e interesse.

Uma coisa é acreditar no sucesso daquilo que se deseja, e se mover para isto.

Outra, é entregar tudo nas mãos da vida ou do destino, sem nenhum tipo de esforço ou trabalho.

Quem sempre tem fé não precisa da sorte, pois ela por si só realiza.

Acredite, tenha fé (no que quiser), mantenha a sua esperança e vença, pois pequenas coisas se tornaram grandes.


Abraços,



Sandra Bhering Milate

domingo, 31 de dezembro de 2017

Seja o Ano Novo que deseja!

E chegou mais uma virada de ano, e mais uma vez nos enchemos de esperanças, metas e promessas para o próximo ano.

Pedimos para que o ano seja melhor do que foi o que está se findando, rogamos por melhores energias, possibilidades, oportunidades, novas experiências e ainda pedimos para que tudo que não foi bom, do ponto de vista próprio, seja retirado de nossas vidas.

Vamos combinar que estamos pedindo um milagre... fala sério!

Como podemos ter um ano diferente se ainda não somos diferentes e ainda vivemos as mesmas coisas?

Se ainda não aprendemos com as lições!

Se ainda esperamos que o universo faça por nós o que nos cabe!

Como podemos pedir por algo que ainda não somos capazes de alcançar?

Nem temos ainda o entendimento do que estamos de fato pedindo.

A dor não faz parte do aprendizado?
E perder não faz parte do processo?
E a decepção não é ela responsável por nos fazer melhores?

Não deveríamos pedir por “milagres” e sim por entendimento de tudo isto, deveríamos pedir discernimento para avaliar de forma clara e longe das emoções os aprendizados de cada experiência, e acreditem, quando erramos mais, quando sofremos mais, ali naquele momento é que existe uma lição maior e mais difícil, porem factível, exequível.

O difícil é entender e aceitar no momento da “dor”.

Só nos daremos conta de que foi útil, passado algum tempo e depois da recuperação, o que eu chamo particularmente de “cura”.

Seremos capazes até de rir do que se viveu, de lamentar alguns atos e atitudes, alguns pensamentos, mas que já foram vividos e aprendidos, assim espero.

Estamos o tempo todo em constante modificação e ainda bem que é assim, o problema é que quando estamos inseridos em “problemas” que parecem nunca terem fim e que ainda são "pesados demais" para aguentarmos, não conseguimos perceber que a vida mais uma vez está ajustando o seu caminhar.

Tirando o que já não te serve mais e te preparando para as coisas novas, momentos e pessoas novas, só que imperfeitos e mimados como somos, não percebemos e ainda nos revoltamos e continuamos errando e pior que isto, deixamos de lado os aprendizados.

E aí passamos mais um ano, cometendo os mesmos erros e colocando a culpa na “falta de sorte”, deixamos as vezes de acreditar em pessoas e de fazer o bem, por puro medo da decepção.

Eu penso que melhor ser o lesado do que lesar alguém, mas isto só servira de ajuda se entender as limitações e lições de cada momento.

Se apenas reclamar e não se mexer e pior não mudar o foco dos seus pensamentos, tudo isto será apenas sofrimento e no findar de mais um ano, estará você pedindo novamente por um milagre, que NÃO vai acontecer até que você tenha aprendido e se perdoado.

Perdoo se pelos erros que cometeu, pelas ajudas que não ofereceu, pelas lições que perdeu, mas não se arrependa nunca pelas coisas boas em que acreditava que foi capaz de realizar em prol do outro.

Na verdade, sendo muito honesta, quando você ajuda alguém, ainda que não tenha noção disto, o ajudado sempre será você, e não importa o tamanho da ajuda ou auxilio.

Vamos tentar?
Vamos fazer este ano diferente?

Comece pela noite da virada, aproveite as energias que serão lançadas no ar a meia noite e firme com você um compromisso, que este ano e todos os outros de sua vida você será FELIZ e não importa quanto ainda tenha que caminhar, o quanto ainda tenha que chorar ou sofrer.

Desejo que se a dor vier que ela não passe mais de 5 minutos ocupando a sua mente e que ainda que não se tenha motivos grandes para sorrir, que sejamos capazes de sorrir com os pequenos, estes são muito mais importantes.

Lembre-se que você esta onde sua cabeça o coloca, então seja generoso com você e se coloque sempre nos melhores lugares, de preferencia aqueles onde você encontre a paz.

“É preciso paz para poder sorrir”
                                   Almir Sater

Feliz 2018, 2019, 2020 ...2040 e todos que vierem. Seja o ano novo que você deseja.

Bjus
Sandra Bhering Milate



sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Escolhas


Toda escolha tem uma consequência, mas não podemos nunca esquecer que ela deve ser nossa, e não imposta por outras pessoas.
Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências; somos o que fazemos, mas somos principalmente o que fazemos para mudar o que somos. 
A experiência não é o que acontece com o homem, mas sim o que o homem faz com o que acontece a ele.
Sandra Bhering


"Escolhas são sempre escolhas.
Boas ou ruins, sempre virão com consequências.

Elas são a definição da direção que a nossa vida leva, então sempre pense bem sobre as suas escolhas.

Ame, beije, abrace, brigue, fale que ama, viva intensamente cada minuto...
Pois amanhã ou depois pode ser tarde demais, para mudar uma escolha...”

Juline Louise Thiem


quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Quase um segundo...


Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está tudo o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei ( #snq)
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?
Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz


Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?


Paralamas do Sucesso.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Lições aprendidas...


Todas as vezes que termino um treinamento participo de uma reunião de parecer, nesta reunião procuramos alinhar as expectativas com os resultados, colocamos sempre na mesma pagina o que obtivemos com o treinamento, metodologia, público, período, etc.

No meio disto tudo existe um momento em que analisamos os resultados pós treinamento, e a isto chamamos de lições aprendidas, ou seja, o que não devemos mais utilizar em nossos próximos treinamentos e o que devemos intensificar nos próximos, visamos com isto a melhoria dos processos e a obtenção de um melhor resultado para todos.

No geral esta pratica melhora muito todos os processos que estão envolvidos em um treinamento ou trilha de conhecimento, como chamamos em algumas empresas.

Precisamos ter coragem para assumir que o que fazíamos algum tempo, já não nos serve mais e que precisamos buscar por novos métodos e praticas e com isto sair da nossa zona de conforto e conhecimento.
 
Porém, ah porém, há um caso diferente que envolve toda a minha gente...( D2)

Quando tentamos trazer estas práticas para as nossas vidas pessoais, notamos que o sistema é falho e que nada pode ser colocado em uma planilha de Excel com suas formulas mirabolantes.

Infelizmente ou felizmente, vai saber.

Fato é que em nossas relações pessoais erramos muito, e o maior erro está em pressupor.

Pressupor que o outro está ou será mais feliz assim.
Pressupor que sua ausência é mais apreciada do que sua presença.
Pressupor, pressupor e pressupor.

E em nenhum momento houve de fato a certeza, apenas pressupomos que assim seria melhor.

Procuramos das mais variadas formas acreditar que “aquilo” que ainda não sabemos qual nome dar, foi o melhor para todos os envolvidos, mas nunca, nunca perguntamos para os outros se de fato isto seria o melhor para todos.

Apenas pressupomos que sim, e seguimos.

Em um dado momento, percebemos que não estamos felizes e algumas, ou melhor, várias coisas não foram ditas e nesta relação onde todos deveriam dar seus palpites e sugestões para melhoria foi calada, quer seja com o afastamento, como se assim fosse possível o esquecimento, quer seja com a omissão e covardia.

E seguimos...

Sem saber para onde ir ou o que fazer, mas seguimos.

Descobrimos cedo ou tarde, que a história se repete até que tenhamos dito, visto e aprendido cada lição que nos foi dada por cada experiência, descobrimos que não “passaremos de ano” sem os devidos exames finais.

Mas e cadê a coragem para reconhecer seus próprios erros?

Para pedir uma “prova extra”, ou um trabalho que valha os pontos que precisamos para seguir?

Sentimos medo, porque podemos nos deparar com duas situações: a primeira de que estávamos certos, mas que poderíamos ter tentando mais um pouco ate quitar os débitos. A segunda: é de que nunca deveríamos ter iniciado tal relacionamento, e qualquer que seja a conclusão ela será sofrível por termos errado mais uma vez...

E nos perguntamos: até quando?

A resposta estaria em viver as lições aprendidas, fácil.

Mas como?

A régua que mede um não é a mesma que mede o outro. Seus valores e crenças são diferentes, assim como suas experiências pessoais.

Mensurar, qualificar, exemplificar e  comparar, não nos dará a receita e solução para isto, o que é muito diferente de praticas de treinamento, onde se tem claros os objetivos e se prepara um material para execução.

Nas relações os movimentos não podem ser calculados e nem devem ser, tudo precisa acontecer da forma como tem que acontecer, e quando no meio do caminho percebemos que uma atitude ou outra trará novamente o mesmo desfecho, somos incapazes de alterar o rumo das coisas, por entender que assim haveria manipulação e deixamos seguir como tem que ser colocando na mão do nosso amigo/inimigo TEMPO a solução do que não somos mais capazes de resolver.

Ate que um dia percebemos que o tempo apenas deteriora tudo, amadurece ate apodrecer e neste momento já não se tem mais o que fazer.

Buscamos pelo equilíbrio das coisas, em uma nova tentativa de acerto, mas sem nos livrarmos dos velhos erros, até porque não entendemos ainda que são erros.

Justificamos as nossas desventuras com a máxima: “não era para ser”, e seguimos acreditando que um dia será.

Ate que um dia acordamos e a vida passou... não se tem mais tempo para nada porque perdemos de vista, há muito tempo, pessoas que nos foram muito caras.

E para justificar a nossa perda devolvemos para a mesma máxima:” não era para ser”.

Que pena sinto de todos nós.
Muita pena mesmo...

Por sermos ainda incapazes de reconhecer e alinhar no meio do caminho, de praticar as lições aprendidas e principalmente por sub julgar o outro.

Abraços,
Sandra Bhering



terça-feira, 21 de novembro de 2017

Amuleto


Não deixe eu me arrepender
De um dia eu ter te amado João
Não deixe eu escapar assim
Me prende nos seus braços João

Cola do meu lado
Tranca um cadeado
Ponha alarme em mim

Não deixa eu chorar no quarto
Pensando em você João
Não deixe o tempo apagar
Eu posso te esquecer João

Me liga toda hora
Vigia a minha porta
Cuida do meu coração
Resolve os meus problemas
Me leva pro cinema
Depois até a lua
Me traz uma estrela
Me faz a gentileza
Comete uma loucura

Me leva no seu bolso
Me faz de travesseiro
Me pendura em seu pescoço
Feito um amuleto
Você me tem nas mãos
Mas não aperta João
Que eu escapo entre os seus dedos

Tiê

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Talvez


Este texto/depoimento não é meu, infelizmente. Adoraria que fosse... compartilho por entender ser muito verdadeiro e uma lição.. Bora buscar pelo Talvez e menos sim's e não's em nossas vidas que nos limitam e fadam ao nada e principalmente a infelicidade.

Abraços,
Sandra

Talvez eu venha a envelhecer rápido demais.
Mas lutarei para que cada dia tenha valido a pena.

Talvez eu sofra inúmeras desilusões no decorrer de minha vida.
Mas farei que elas percam a importância diante dos gestos de amor que encontrei.

Talvez eu não tenha forças para realizar todos os meus ideais.
Mas jamais irei me considerar um derrotado.

Talvez em algum instante eu sofra uma terrível queda.
Mas não ficarei por muito tempo olhando para o chão.

Talvez um dia o sol deixe de brilhar.
Mas então irei me banhar na chuva.

Talvez um dia eu sofra alguma injustiça.
Mas jamais irei assumir o papel de vítima.

Talvez eu tenha que enfrentar alguns inimigos.
Mas terei humildade para aceitar as mãos que se estenderão em minha direção.

Talvez numa dessas noites frias, eu derrame muitas lágrimas
Mas não terei vergonha por esse gesto.

Talvez eu seja enganado inúmeras vezes.
Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar alguém merece a minha confiança.

Talvez com o tempo eu perceba que cometi grandes erros.
Mas não desistirei de continuar trilhando meu caminho.

Talvez com o decorrer dos anos eu perca grandes amizades.
Mas irei aprender que aqueles que realmente são meus verdadeiros amigos nunca estarão perdidos.

Talvez algumas pessoas queiram o meu mal.
Mas irei continuar plantando a semente da fraternidade por onde passar.

Talvez eu fique triste ao concluir que não consigo seguir o ritmo da música.
Mas então, farei que a música siga o compasso dos meus passos.

Talvez eu nunca consiga enxergar um arco-íris.
Mas aprenderei a desenhar um, nem que seja dentro do meu coração.

Talvez hoje eu me sinta fraco.
Mas amanhã irei recomeçar, nem que seja de uma maneira diferente.

Talvez eu não aprenda todas as lições necessárias
Mas terei a consciência que os verdadeiros ensinamentos já estão gravados em minha alma.

Talvez eu me deprima por não ser capaz de saber a letra daquela música.
Mas ficarei feliz com as outras capacidades que possuo.

Talvez eu não tenha motivos para grandes comemorações.
Mas não deixarei de me alegrar com as pequenas conquistas.

Talvez a vontade de abandonar tudo torne-se a minha companheira.
Mas ao invés de fugir, irei correr atrás do que almejo.

Talvez eu não seja exatamente quem gostaria de ser.
Mas passarei a admirar quem sou.


Porque no final saberei que, mesmo com incontáveis dúvidas, eu sou capaz de construir uma vida melhor.

E se ainda não me convenci disso, é porque como diz aquele ditado: “ainda não chegou o fim” Porque no final não haverá nenhum “talvez” e sim a certeza de que a minha vida valeu a pena e eu fiz o melhor que podia.

Aristóteles Onassis

Porque tudo tem um fim...

“O vento que venta aqui, é o mesmo que venta lá.” Baden Powell / Paulo Cesar Pinheiro   Algum tempo venho pensando em escrever para es...